A formação conquista o melhor das pessoas

Nos nossos dias, a formação contempla um conjunto de variáveis amplas e distintas.

A sua conciliação num resultado coerente, satisfatório e eficiente é uma tarefa complexa.

A formação é uma porta, mas não a única, para a criação da harmonia que envolve talento, cultura de apoio e uma estrutura eficaz.

Nada neste movimento é estático e uma vez conseguido se mantém. Pelo contrário, a renovação é constante, na mesma medida em que o mundo se move a uma velocidade estonteante.

O valor relacional é o principal motor da renovação.

Segundo as conclusões do “The Future of Jobs Report 2018” do World Economic Forum, até 2020 deverão ser desenvolvidas as seguintes competências:

  • Capacitação do potencial total das pessoas
  • Desenvolvimento de competências criativas geradoras de valor, em detrimento de tarefas rotineiras, que podem ser delegadas em tecnologia
  • Utilização prioritária dos talentos
  • Mindset de aprendizagem ágil e contínua
  • Colaboração entre as diversas áreas estratégicas das organizações
  • Contribuição para a sociedade

Integrar estes 6 aspectos em planos de formação e estabelecer as melhores conexões internas no seio das organizações requer uma visão estratégica bem orientada.

Começar pelos líderes pode ser um caminho de facilitação.

O papel dos líderes é relevante no desenvolvimento e afirmação do talento.

Parte significativa das vulnerabilidades do desempenho e da satisfação com o trabalho vêm das dificuldades relacionais entre líderes e as suas equipas.

Este aspecto deveria ser considerado prioritário, pois intervir consistentemente no nível da liderança permite ganhos consideráveis de tempo e de recursos materiais e humanos.

Na sua natureza humana, as pessoas querem ser bem tratadas, reconhecidas e sentirem que o seu trabalho é relevante e contribui de forma significativa para o bem comum.

Aparentemente simples, na verdade implica um ecossistema de interconexões minuciosamente avaliadas, interpretadas e postas em prática.

O talento é um bem precioso das pessoas. Estas são o principal valor do sucesso corporativo.

O poder está, portanto, do lado das pessoas. Mas não um poder qualquer. Este deve ser orientado, em relações estratégicas de colaboração, entendimento e contributo mútuo no seio da organização.

A mobilização dos potenciais, a capacitação dos talentos, a libertação de mindsets rígidos, em níveis de abertura, adaptação e ajustamento, são propiciadores de um caminho sustentável na geração de resultados. Sustentados por saberes e interacções colaborativas das pessoas que integram uma organização, independentemente da posição que ocupam.

Pessoas brilhantes, são as que estão no seu nível mais elevado de sentir e fazer.

Empresas bem-sucedidas são as que, além do sucesso no negócio, são exemplo do sucesso e progresso das suas pessoas.

A conjugação deste binómio é um learning ecosystem, gerador de emoções motivacionais e amplicadoras de melhoria contínua.

Na qual os líderes são os primeiros e principais actores. São o motor da navegação. Cabe-lhes orientar apropriadamente os recursos de que dispõe, optimizar oportunidades e gerar resultados consistentes.

Sobre os líderes, que são igualmente pessoas, pesa uma exigência de sabedoria. Os seus próprios talentos estão em constante tensão, e o stress e burnout ameaçam o seu equilíbrio e capacidade de serem impulsionadores e inspiradores, e também eles se realizarem.

Dentro de um líder, assim como de qualquer pessoa, há um potencial de excelência. Para se deixar revelar, esse potencial carece de condições nas quais encontre um terreno fértil para se desenvolver e libertar.

Esse papel é da formação. Sistematizar necessidades, desenhar possibilidades, planear acções, implementar soluções.

Com clareza, de forma delibera e eficaz. Tendo presente que nada é definitivo, e que o aprendizado é contínuo.

O mundo mudou. Mas a mudança só agora começou, e continua velozmente a desafiar o potencial humano!

Este artigo foi publicado na edição de Dezembro de 2018, da revista Human

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